Situam-se mui desgraças
Ocultadas pelas “camuflagens do poder”;
A mídia cobre o universo com manto sagrado
Nos faz crê que vivemos num reino encantado
Num paraíso em que poucos conseguem sobreviver.
“Na época da suposta democracia”
Promessas influentes e vazias
Nos colocam em falsos pedestais;
“Cordeirinhos” enchem nossas casas
Nos dão céus, estrelas e asas
O mundo e tudo mais.
“É a festa da democracia”
A realidade vira uma doce magia
Com “mágicos” nos palanques da ilusão;
Parecem anjos falando
E nossas mente aceitando
Futuros arrependimentos sem medicação.
“Os camareões” mudam de cor
Tudo é sonho, tudo é flor
Nosso almejos entre promessas de realidade;
Viramos murais de faixas, camisetas e bonés
Temos tapete de ouro aos pés
Ludicamente tudo é luz e prosperidade.
Falam-nos muito em conscientização
Cada qual nos oferta uma visão
“Todos pregam certo, todos têm razão”;
Outubro é o “mês sagrado”
Do nosso doce e efêmero reinado
No intrúgico reino da ilusão.
Mas, depois do período magistral (eleitoral)
“Tudo volta ao normal”
E nossas vidas seguem o mesmo roteiro;
O poder apaga-lhes a memória
Adeus “reino encantado” fim da glória
São mais quatro anos de lamento e desespero.
Terminada a nossa servidez
O tapete de ouro dissolve mais uma vez
E voltamos a ser a ralé, sem voz e sem razão;
A esperança que nos resta
Sempre abre uma brecha
Para novos sonhos de nação.
Caminhando, votando e seguindo a “democracia”
Somos todos iguais em plena ideologia
“Ordem e Progresso” num lindo pendão de ficção;
Brilha a lua, brilha o sol na minha terra mãe gentil
Brilha o carnaval, brilha o futebol do Brasil
E quando brilhará uma verdadeira nação?
Autor: Waldex Santos
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